Alexandre Gehlen, das quadras para a hotelaria

Alexandre Gehlen - vòlei no sangue

Gaúcho natural de Nova Hamburgo, Alexandre Gehlen tem a hotelaria no sangue. Ainda pequeno, aos nove anos, ajudava os avós numa pequena pousada em Gramado (RS), hoje transformada no Hotel Bavária. Apesar de todo esse “pedigree”, por pouco o setor não perdeu um dos seus executivos mais conhecidos e respeitados para o.... vôlei! Isso mesmo, o esporte de Tande, Giovanni e cia quase mudou a vida de Gehlen, o terceiro da esquerda para a direita (na fileira de cima) na foto acima.  

Alto, magro e de braços cumpridos, o CEO da ICH Administração de Hotéis tem o biotipo perfeito para o vôlei. Não à toa, sempre em paralelo aos estudos, foi jogador profissional, conquistando títulos regionais e até nacionais. Na foto de capa dessa matéria, por exemplo, Gehlen posa ao lado do time do Ginástica de Novo Hamburgo, tricampeã gaúcho de volei juvenil. Aliás, fica aqui um desafio aos leitores: identificar a ex-promessa do esporte na imagem.

A carreira de atleta, contudo, foi vencida pela veia hoteleira dos Gehlen. O esporte perdeu um bom batedor de saída da rede, mas a hotelaria ganhou um profissional de mão cheia. E, no fim, a família Intercity agradece muito! “Cresci dentro da pousada trabalhando em diversos setores, desde garçom à recepcionista, nos finais de semana e nas férias. Acredito que minha veia hoteleira tenha iniciado nessa época”, avalia Gehlen. “Encerrei minha carreira de atleta, iniciei meus estudos em Engenharia Química e trabalhei no Polo Petroquímico do Sul, mas a hotelaria falou mais alto”, relembra. "Ainda assim, não fico longe do esporte e continuo jogando meu vôlei. Meu time de 50 anos acabou de ser bi-campeão gaúcho", acresemnta

Nessa época, decidiu retomar os estudos, dessa vez em hotelaria, na Serra Gaúcha. Ao final do curso, Gehlen passou um período na Europa, onde adquiriu experiência em administração de hotéis na Áustria e na Alemanha. “Voltei para o Brasil convicto da minha vocação. Cursei Administração de Empresas e comecei a trabalhar full time no Hotel Bavária”, relembra. 

Alexandre Gehlen: a origem

Anos depois, o empresário recebeu uma proposta irrecusável. Gehlen foi convidado a participar da implementação da primeira unidade da bandeira Intercity Hotéis no Brasil. “Fui convidado por um grupo de investidores, que desejava entrar na hotelaria, para falar sobre o mercado”, explica. “A partir dessa conversa, surgiu o convite para criar a Intercity Hotéis no Brasil, com foco em executivos e tecnologia de ponta. Inicialmente, investimos no tijolo com quatro hotéis”, relembra.

Alexandre Gehlen - perfil lobbyGehlen: Brasil tem grande potencial para explorar e prosperar

A partir de 2005, a rede começou a ganhar mercado. Com modelo de gestão focado na administração de custos e resultados, a Intercity passou a utilizar plataformas que auxiliavam a operação do negócio em tempo real. “Entendemos que havia uma oportunidade no mercado para uma empresa que trata a gestão de forma transparente e próxima do investidor”, diz.

Gehlen também possui outros cargos relevantes no currículo. Presidente da Visão (Agência de Desenvolvimento da Região das Hortênsias), o executivo ocupou, de 2013 a 2017, a presidência do Conselho de Administração da Gramadotur. Além disso foi eleito, no ano passado, presidente do Conselho de Administração do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil).

“Para mim é um privilégio estar à frente do Conselho do FOHB. A entidade agrega algumas das mais importantes redes hoteleiras com atuação no país e procura demonstrar para a sociedade a importância do setor como um todo”, comenta. 

Há anos no mercado hoteleiro, Gehen revela que precisou se adaptar muitas vezes às mudanças do cenário econômico e político do país. “Empreender no Brasil é desafiador. E o segmento da hotelaria não é para amadores”, pontua. “Além de todos os desafios de carga tributária, impostos e burocracia, temos como pano de fundo a instabilidade política e econômica”, acrescenta.

Como empresário, ele se mantém otimista à respeito do mercado de turismo brasileiro. “Estou muito confiante no futuro! Estimo que a hotelaria passará por um ciclo de alta. Precisamos voltar a acreditar no Brasil, pois o país tem um grande potencial econômico e precisa voltar a prosperar”, finaliza.

(*) Crédito da foto: arquivo HN

(**) Crédito das demais fotos: arquivo pessoal

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